terça-feira, 27 de setembro de 2016

Filé de peixe a belle meuniere / arroz com passas e castanhas do Pará

Filé de peixe a belle meuniere /
arroz com passas e castanhas do Pará
PDF 749


Enquanto os textos misturam as palavras, as receitas misturam os sabores.  As porções devem ser generosas. Escolha um filé de peixe de bom tamanho. Separe alcaparras, cogumelos e salsa. O coentro fica proibido. O arroz pode ser do tipo parboilizado; separe uma quantidade de passas e uma porção de castanhas picadas.


O peixe pode ser temperado apenas com suco de limão e sal, e colocado em uma travessa para ir ao forno. Á parte misture as alcaparras, os cogumelos e a salsa, com uma boa quantidade de azeite. Espalhe metade do molho sobre o peixe, cubra a travessa com papel alumínio e leve ao forno. Quando o peixe estiver cozido, tire o papel alumínio para corar um pouco.


Leve ao fogo uma certa quantidade de arroz e bastante água, o suficiente para cobrir o arroz e não secar, quando o arroz estiver cozido; acrescente sal, e um fio de azeite, o alho é opcional, mas não precisa refogar. .


Depois do arroz cozido com bastante água, despeje-o sobre uma peneira, fazendo um arroz escorrido. Ainda quente, misture as castanhas e as passas, colocando-o em uma travessa. Filé de peixe pronto retire do forno, e acrescente o restante do molho.


Tudo pronto, prato principal e guarnição.
Filé de peixe e arroz, com um paladar mais requintado.
Outras palavras e outros ingredientes foram acrescentados.






Roberto Cardoso (Maracajá)#BLOGdoMaracajá.jpg


Em 27/09/2016
Nas terras do Paquiderme Norte-rio-grandense


segunda-feira, 27 de junho de 2016

Foliões já foram gametas

Foliões já foram gametas
PDF 670


13506990_904318073011115_4738645705772837943_n.jpg



Um grupo de foliões, distantes de seus tempos de gametas, participantes de redes sociais diversas, passaram o dia em uma granja, onde não haviam ovos ou galinhas, lá para as bandas da Zona Norte, do outro lado da ponte, nova ou velha, as margens de um regato potiguar. Tinha rede de fofocas, rede de poetas, rede de instrumentistas e redes de cantores. Todos faziam parte de uma grande rede cultural. Tinha até contadoras de histórias, com madrinhas e sobrinhas. Não tinha rede de intrigas.

Enquanto a TV mostrava a banda potiguar ‘Plutão já foi Planeta’, personagens do Satélite, da Floresta e de outros lugares do Universo, formavam uma Quadrilha improvisada no Araiá de Matias e de Diná. E até a natureza participou da dança quadrilha no momento da animação, quando o dirigente, animador e marcador da quadrilha falava “olha a chuva…” E a chuva fina persistia. O marcador estava proibido de falar em uma bandeira, a bandeira da cultura, e levou a animação sem dar bandeira. A cultura era por imersão.

Saberes e sabores estiveram presentes, tal como todo lugar onde é disseminado o conhecimento. Onde há sabores a serem provados há conhecimentos novos a serem conhecidos e adquiridos. Tinha comida tipica e regional, do local,  e de outros lugares do Brasil. E os temperos surgem para um argumento de criar uma conversa, quem gosta e quem não gosta, demostrando os gostos e as diferenças. Tal como os que adoram coentro e outros que detestam, preferindo a salsa, na comida ou na pista de dança. Uns preferem coisas quentes, mas los outros la preferem caliente.

A festa começou na cozinha, o local do receptivo, para as comitivas que chegavam e dirigiu-se para a capela. Uns tangiam os outros até a escada da capela. Na capela não tinha padre, mas tinha contadora, que contou historias e passou um sermão, sobres contos mal contados, que perpetuam na história, nem havia necessidade de padre. A madre das histórias distribuiu docinhos da sorte, pois não havia hóstia. O casamento aconteceria mais tarde, a noiva ainda não estava arrumada, pois vinha do interior do estado. E ainda também não havia chegado o pai da nova, armado de rabeca e de facão. Foi contada algumas das histórias na igrejinha, sobre São Francisco, o de Assis, o de Pádua e o de São João, santo elegido e pintado em uma grande tela, em uma das paredes do altar da capela.

Depois da capela, tal como toda reunião formalizada e realizada em uma igreja, a festa e seus convidados seguiram para área de lazer, como a comemoração de um ato, a comemoração de um fato. A confraternização de todos que estavam presentes. Era o principal objetivo do encontro, do evento.

E o conhecimento continuou a ser difundido, tal como o preceito bíblico. Crescei e multiplicai, que um dia já foi entendido como o numero de seres humanos, mas hoje refere-se a crescer e multiplicar o conhecimento, repartindo com todos, tal como o alimento. O peixe e o pão, o conhecimento, pescado, amassado e sovado. Com o ato de amassar e sovar a massa, modificamos o conhecimento, misturando ideias e o fazendo crescer, dobrar o volume. O conhecimento é mais facilmente compartilhado ao redor de uma mesa, de professores ou refeição. E professoras ali não faltavam. Tinha até uma tipica arengueira, sempre procurando organizar uma fila, e zangando com que não esta sentado.

Chapeuzinho Vermelho chegou com uma cestinha contendo camarões coletados no caminho, nas margens do rio Pium. Outras encontraram um frango atropelado e assado no meio da estrada. O cuscuz paulista chegou escoltado pela Pancari, como carga perecível e perigosa. Teve ostentação com oferta de feijoada. Paçoca, munguzá doce ou salgado e escondidinho. No meio de uma mata sobre um prato de alface, e outras folhagens diversas,  Chapeuzinho perdeu seu garfo, ela ainda se confunde na floresta.

Com improviso da pescaria, trocou-se varas por pau e gravetos. Com iscas diversas conseguiu-se alguma pesca, de livros e conhecimentos. Até uma parceira, para a dança da quadrilha, foi pescada. Mordeu o anzol e caiu na isca. E como toda festa junina não falta uma rifa, ela também aconteceu, com uma cesta de alimentos típicos. Nem precisou a ratinha furar as embalagens, para achar milho e fubá, ela ganhou a rifa da cesta de alimentos. A arrecadação foi em prol da APAFIS. Era só dois real de cada matuto.

A mesa era farta e a casa era santa. Todos estavam convidados a provar tudo que estivesse sobre a mesa. Apenas os frutos no meio do jardim não estavam permitidos. E caso houvesse uma prova, de um fruto proibido, o deus local expulsaria o casal daquele paraíso. Buscar outras terras, atras de melhores dias.

Texto em:



Rn, 27/06/16      
por ​  ​ Roberto Cardoso (Maracajá)      
Colunista em  Informática em Revista
Colaborador de jornais e revistas    
Branded Content (produtor de conteúdo)    
Reiki Master & Karuna Reiki Master    
Jornalista Científico FAPERN/UFRN/CNPq    
Plataforma Lattes   http://lattes.cnpq.br/8719259304706553   

domingo, 19 de junho de 2016

Do fogo no chão à churrascaria



costela%20fogo%20de%20chão.jpg
churrascaria-da-fazenda.jpg

Do fogo no chão à churrascaria
Um olhar arquétipo

PDF 662



Nos parece que esta história de passar em supermercado, como uma simples parada para comprar um frango assado, tem a ver com os antepassados. Antepassados que saiam para uma caça, quando previam a chegada da fome. Caçavam, pescavam, abatiam um animal, preparavam o fogo com os gravetos que encontravam. Tudo podia ser resolvido ali no mesmo local onde conseguiram a caça. Talvez saíssem para fazer coletas de frutos silvestres ou investigar um território, a caça estava disponível e presente. Lembremos das Entradas e Bandeiras, era preciso conseguir alimentos pelos caminhos. Nas Forças Armadas, ainda há cursos de sobrevivência em selva.

Nos rios com suas águas, os antigos, os caçadores e os desbravadores, matavam a sede, que agora chega nas cidades por tubulações ou garrafas. Há inclusive águas com sabor e as gaseificadas. A customização da água, o ato de agregar valor a um liquido inodoro, incolor e sem sabor.

Comprar um frango assado na rua, é como sair para caçar e voltar com uma ave abatida. Na pressa da volta para casa, ou em uma situação emergencial a refeição é resolvida com um simples frango assado, que pode vir acompanhado de farofa e outras guarnições. E a evolução dos tempos já permitem levar agora, a ave assada para a casa, que antes era uma caverna, barraca ou um abrigo. Tem gente que até compra frango na churrasqueira montada na esquina. A parte da caça e do preparo, foi terceirizada. Já foi terceirizada a muito tempo, e depois é que o conceito entrou na economia e no empreendedorismo. É preciso primeiro alguém observar os fatos e  teorizar, para torna-se comportamento e conhecimento. As universidades se apropriam de um conhecimento, depois de observações e pesquisas.

O churrasco foi estilizado e etilizado, primeiro fazia-se um fogo no chão para assar a caça ou um animal abatido. Alguns locais do sul do Brasil ainda preserva-se o churrasco com o fogo feito no chão, com mantas de carne, as vezes a metade de animais, fixadas em espetos em volta do braseiro, ou cercadas por um braseiro. Talvez fosse o farnel oferecido aos que trabalharam um dia em uma fazenda. Bem antes no tempo, o que era comida de caçador, comida de povos errantes, ou comida de andarilho; comida de agricultores ou comida de vaqueiros, tornou-se churrasco, e passou agora a  ser comida gourmet.

Nas cidades existem as churrasqueiras e churrascarias, oferecendo tipos e cortes diferentes de carnes, com acompanhamentos diversos, regados e acompanhados com uma diversidade de líquidos. As famílias das cidades, reunidas em uma casa, ainda se reúnem em volta da churrasqueira, tal como uma festa em volta da fogueira, lembrando os antigos.

Até o local da churrasqueira foi elitizado e estilizado recebendo o nome de espaço gourmet. Um local onde além do churrasco, pode ser improvisada uma lagoa, com nome de piscina. Curiosamente o nome piscina, deriva da palavra de mesma origem da palavra peixe. Portanto o nome mais correto, não seria piscina, mas sim tanque.
...
Parecem mesmo os arquétipos do homem primitivo


Do fogo no chão à churrascaria
PDF 662


RN, 19/06/16
por Roberto Cardoso (Maracajá)
Colunista em  Informática em Revista
Branded Content (produtor de conteúdo)
Reiki Master & Karuna Reiki Master
Jornalista Científico FAPERN/UFRN/CNPq

Plataforma Lattes
http://lattes.cnpq.br/8719259304706553

Produção Cultural e Intelectual
http://robertocardoso.blogspot.com.br/  
http://blogdomaracaja.tumblr.com/
https://www.tumblr.com/blog/resenhasdomaracaja       
http://www.publikador.com/author/maracaja/  http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=173422  http://www.publikador.com/author/rcardoso277/  http://www.informaticaemrevista.com.br/  
http://issuu.com/robertocardoso73  http://jornaldehoje.com.br/search/roberto+cardoso  http://www.substantivoplural.com.br/?s=Roberto+cardoso  https://docs.com/roberto-cardoso  http://www.youscribe.com/rcardoso277/   

segunda-feira, 16 de maio de 2016

UIB abre inscrições – Edital UIB 001/2016


UIB abre inscrições – Edital

Edital UIB 001/2016

PDF 642




Edital UIB 001/2016



A UIB – Universidade Internacional do Bolo, e a Faculdade Dona Benta, abrem inscrições para os cursos de graduação e pós-graduação na confecção de bolos simples e complexos, variados e diversos. Do bolinho de chuva ao bolo confeitado, do cup cake ao marzipan texturizado. Com conhecimentos interdisciplinares, multidisciplinares e transversais em outras culturas, produzidas por talheres, pratos, panelas e outros utensílios.

Curso de graduação. Depois de formado no curso de graduação o aluno estará apto a confeccionar bolos básicos e simples, com os ingredientes básicos de um bolo (gordura, ovos, farinha, leite e fermento). O aluno iniciante entrara em contato com os grupos farináceos, e estar capacitado a reconhecer em uma feira, farinhas diversas, como de mandioca, de macaxeira, de milho e de trigo, mais outras batatas que podem produzir farinhas, como a de fécula e a de purga. Paralelamente e concomitantemente, o aluno aprendera a reconhecer e usar as medidas dos ingredientes: copos, xicaras e colheres diversas. Irá pesquisar medidas antigas, como as medidas de farinhas em litro, cuias e cabaças. Líquidos disponibilizados em quengas, garrafas e quartinhas. Calcular e contabilizar punhados e pitadas, salteados e polvilhados. O aluno deverá estar ao final do curso básico, capacitado a reconhecer cores, aspectos e texturas, mais os sabores das farinhas diversas enquanto cruas e ainda não utilizadas.

O aluno ficará apto a reconhecer e calcular medidas modernas, como o quilo, a dúzia e o litro, e suas medidas múltiplas e fracionarias. Ao final do curso a diplomação se dará pela confecção de um TCC, com uma receita criada e gerenciada pelo aluno. O professor será o único participante de uma banca de avaliação do TCC, e não serão admitidos recursos. A decisão do professor é soberana.

Medidas em polegadas, onças e libras, estarão disponíveis em cursos de extensão, como disciplinas não obrigatórias, contabilizando cargas horarias de complementação. Até aqui estão elencados os cursos de graduação nas modalidades bacharelado e licenciatura.

Cursos de pós-graduação. Depois de graduado o aluno poderá requerer em formulário próprio o ingresso em um curso de pós-graduação, nas modalidades latu senso e stricto sensu. Alunos poderão se especializar em diversos tipos de bolos, secos, úmidos e molhados, recheados e confeitados. Cursos de especialização e mestre boleiro. Cursos mais avançados podem oferecer conhecimentos sobre as arquiteturas e as estéticas de um prato. A titulação do aluno será mediante a apresentação de uma monografia, dissertação ou tese inédita. As apresentações de conteúdo ou de resultados dos trabalhos, possuem um caráter cerimonial público. Aberto a todos os degustadores, mas sem direito a intervenção ou sugestões pelo público presente, encaminhadas ao aluno ou a banca de avaliação. E mediante escrutínio sigiloso será apresentado o resultado.

Curso de pós-graduação - mestrado stricto sensu. Depois de graduado o aluno poderá requerer o ingresso em um curso de mestrado e posteriormente em doutorado, depois de cumprir um tempo regulamentar na titulação de mestrado. Fará em cursos de pós-graduação, com cadeiras obrigatórias de caráter cientifico, metodologias a apresentações cientificas, baseadas e analises e estatísticas; mais as dissertações de mestrados e teses de doutorados, em busca de novos conhecimentos na arte de fazer bolos. Com argumentos e fundamentação deverá levar seus conhecimentos ao julgamento de uma banca, que avaliará o conhecimento e o conteúdo apresentado. Com critérios básicos de forma, estética, aroma e degustação, o trabalho será avaliado. E a banca se fará soberana, terá o poder de conceder ou não conceder o título de mestre ou de doutor. Indicar ou não bolo apresentado para oferecimento em público, e publicação da receita.

Curso de pós-graduação especialização lato senso. Depois de graduado o aluno poderá requerer em formulário próprio o ingresso em um curso de pós-graduação na modalidade latu senso. Alunos poderão se especializar em diversos tipos de bolos, desde os mais simples com ou sem sabor, mesclado, chocolate e formigueiro, aos mais requintados para debutantes ou noivos.

Cursos avançados para pós-graduação, com investigação e pesquisa. Nível de pós-doutorado. Neste momento depois de cumprir todos os requisitos e cursos anteriores, o aluno estará apto a participar em outros cursos ligados a inovação e pesquisa. Pesquisar fornos diferentes e temperaturas variadas, buscando novos resultados e novos bolos de outros aspectos e sabores. Poderá participar de uma cozinha gastronômica, um centro de pesquisas onde o ex-aluno, agora mestre ou doutor, poderá com suas experiências criar conhecimentos. Um restaurante gastronômico poderá levar ao público todo o conhecimento produzido, por sensações organolépticas.

Bibliografia básica a ser consultada e utilizada em todos os cursos e estudos: Dona Benta.

Bibliografia complementar: rótulos de produtos, com informações nutricionais, ingredientes e modo de preparo.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Roberto Cardoso (Maracajá) em/ Roberto Cardoso (Maracajá) in


Roberto Cardoso (Maracajá) em/ Roberto Cardoso (Maracajá) in



Roberto Cardoso (Maracajá) em

Roberto Cardoso (Maracajá) in












































































































Roberto Cardoso (Maracajá) em “Jornal Metropolitano”

Roberto Cardoso (Maracajá) in “Jornal Metropolitano”


Textos publicados no Jornal Metropolitano. Parnamirim/RN.



Roberto Cardoso (Maracajá) em “O Mossoroense”

Roberto Cardoso (Maracajá) in “O Mossoroense”


Textos publicados no jornal O Mossoroense. Mossoró/RN.



Roberto Cardoso (Maracajá) em “Kukukaya”

Roberto Cardoso (Maracajá) in “Kukukaya”


Textos publicados na Revista Kukukaya. Revista Virtual.



Roberto Cardoso (Maracajá) em “Jornal de Hoje”

Roberto Cardoso (Maracajá) in “Jornal de Hoje”


Textos publicados no Jornal de Hoje. Natal/RN



Roberto Cardoso (Maracajá) em Informática em Revista

Roberto Cardoso (Maracajá) in Informática em Revista


Textos publicados em Informática em Revista. Natal/RN



Roberto Cardoso (Maracajá) em Publikador

Roberto Cardoso (Maracajá) in Publikador





Textos publicados em Publikador



Roberto Cardoso (Maracajá) em Google+

Roberto Cardoso (Maracajá) in Google+


Textos e imagens em Google+



Roberto Cardoso (Maracajá) em Wordpress

Roberto Cardoso (Maracajá) in Wordpress



Textos em Wordpress



Roberto Cardoso (Maracajá) em Tumbir

Roberto Cardoso (Maracajá) in Tumbir







Textos e links em Tumbir



Roberto Cardoso (Maracajá) em ISSUU

Roberto Cardoso (Maracajá) in ISSUU


Links em ISSUU





Roberto Cardoso (Maracajá) em Linkest

Roberto Cardoso (Maracajá) in Linkest









Links em Linkest


Roberto Cardoso (Maracajá) em Jerimum news

Roberto Cardoso (Maracajá) in Jerimum News


Textos em Wordpress




Roberto Cardoso (Maracajá) em Xananas Blog

Roberto Cardoso (Maracajá) in Xananas Blog


Textos em Wordpress


http://forumaracaja.blogspot.com.br/2016/05/roberto-cardoso-maracaja-em-roberto.html



Roberto Cardoso (Maracajá) em

Roberto Cardoso (Maracajá) in








































terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

O carnaval dos abusos pelas ruas e calçadas


O carnaval dos abusos
pelas ruas e calçadas

 PDF 576



Uma manifestação diária, que acontece nas ruas

 PDF 575




Empresários e representantes do governo, se reúnem regularmente para traçar planos de transportes e aumentos de tarifas. A dominação da malha viária urbana, pelos poderes públicos e privados. E os empresários como categorias detentoras de capitais financeiros, influenciando a vida da cidade e suas artérias viárias, controladores de monopólios e oligopólios, dominando territórios, estão sempre com tabelas e planilhas mostrando as suas perdas de lucros, seus desajustes financeiros. Justificadas por seus custos, de mão de obra, manutenção da frota e combustíveis.

Mas um carnaval com desfile de carros, acontece diariamente em ruas, avenidas e estradas. Um carnaval de cores; luzes, vidros e espelhos. E o desrespeito, pelos que assistem o desfile, por quem anda em calçadas e acostamentos. O bloco dos carros, insistem em arrastar os pedestres de ruas e calçadas. Tornam-se uma ameaça, a quem anda a pé. Também travam lutas entre si. No final de um feriado são apresentados os resultados de acidentes no transito. A falha de um motorista pode tirar a vida de outro e seus passageiros.

Os ônibus trafegam por uma malha viária. E o governo municipal, oferecendo e distribuindo as explorações de linhas, não tem como aferir e julgar planilhas apresentadas, pelos empresários e seus sindicatos empresariais. O governo não cria estratégias de aferimentos dos custos, de passageiros por quilômetros, percorridos e transportados. Ainda que delegue suas competências de mobilidade urbana territorial aos empresários. E torna-se refém de lobbys e empresários. Precisa recorrer do dinheiro do povo, que usa o transporte diariamente.

E quando acontece um aumento da tarifa nos transportes coletivos, manifestantes ocupam as ruas para um protesto. Um movimento contra um aumento da tarifa, e um movimento principalmente, pela melhoria do sistema de transporte público. O argumento do levante é o aumento. O povo na sua vida diária, não é uma categoria unida. O atropelo e o desespero do dia a dia, com horário desregrados não permitem uma parada ou uma aglomeração, para uma manifestação, cada um tem um horário e um trabalho a cumprir. O povo é controlado por rédeas, para seguir em uma direção. Com o argumento do velho tema, que tempo é dinheiro, e a cidade não pode parar. E a cidade que é estática, vai construindo os seus nós.

Mas com o aumento da tarifa, centavos se somam ao dia pós dia. De pequenas moedas no dia a dia, formam grandes cédulas mensais. O aumento do custo doméstico, vendo a família como uma empresa, que forma os filhos em cidadãos. Cidadãos que um dia vão construir e manter a cidade. E hoje já podem planejar um futuro. O desejo de um futuro melhor, com maior comodidade ao usar as ruas.

Então a reivindicação de um sistema que atenda a necessidade do povo usuário, o denominado cidadão. E facilite o transporte nas cidades, o espaço geográfico onde vive e reside o cidadão. Os raros usuários, são os que normalmente com seus carros, criticam, a partir do que avistam por trás de um vidro ou de um para brisas. Mas em algum momento, aqueles usuários motorizados, por algum momento, sem poder usar seus automóveis, serão beneficiados, pelos atos, dos que colocaram as caras nas ruas, seus corpos a disposição de cassetetes, e seus olhos expostos a gás de pimenta. Alguns podem até fazer um passeio de camburão, defendendo o bolso alheio.

Os motorizados, parecem ter nascido com quatro rodas. Primeiro se tornam uns desesperados por estarem por algumas horas ou alguns dias sem os seus carros. Depois descobrem que existem os transportes coletivos, para aqueles que nasceram sem rodas. Nos passeios noturnos e nos finais de semana, utilizam seus carros como justificativa de prioridades, comodidades e segurança. Abusam do álcool e dirigem promovendo insegurança. Colocam em risco os que voltam a pé. Utilizam automóveis particulares como argumento da tranquilidade em voltarem para casa. Mas não são capazes de largarem seus carros, e reivindicarem um transporte coletivo e eficiente de madrugada. Preferem o lado cômodo de serem críticos e motorizados. As cidades já não têm tantas ruas para a quantidade de carros. Ainda que, aqueles que compram um carro financiado, pagando dois ou três carros ao final do financiamento, parecem não estarem preocupados. O que importa é o status. Com o carro parado na porta do vizinho, para verem e apreciarem, e quem sabe até elogiarem.

Com as manifestações contra os aumentos. Ocorre um movimento que acontece, não apenas pela reivindicação do transporte. Há uma filosofia e uma ideologia embutida. Um desejo enclausurado. Um movimento por melhores condições de vida. Não há necessidade de provar por A+B, o quanto um transporte coletivo diminui a quantidade de veículos, trafegando nas ruas. Reduzindo congestionamentos, com economia de tempo, e a poluição do ambiente, E os denominados manifestantes, caminhando a pé reivindicam por melhores veículos, com conforto e eficiência, um respeito a um horário, que respeite uma planilha de horários, com pontualidade e eficiência. Abrigos protegidos do sol e da chuva, se possível do vento que influencia a direção da chuva.  Com faixas de protestos, reivindicam o respeito das faixas de pedestres, sempre ocupadas, por pedestres sentados e motorizados.

E os nobres e cultos motoristas, com ares de abonados, sempre prontos para uma crítica contra aqueles que interferem no seu conforto, atrapalhando seus itinerários e trajetos. Com seus automóveis posam na condição de um vencedor, do individual sobre o grupo coletivo. Já outros de frente a uma televisão, estabelecem uma sentença e uma pena, como se fossem deuses ou juízes. O carnaval dos carros alegóricos, de resultados tecnológicos das culturas importadas, com luzes coloridas, segue um bloco desfilando diariamente pelas ruas e avenidas, sistematicamente, seguem os carneirinhos, com a maioria branquinhos. Seguem na cadencia dos semáforos, com alguns escorregando do samba e das avenidas, em canteiros e calçadas, seguindo na contramão da educação. Precisam de multas para tentar aprender a lição.

Com seus carros e outros aparelhos dotados de GPS, podem ser facilmente localizados, por aqueles que dominam e controlam o sistema. Com ares de vencedores não percebem que são controlados, e usados contra um povo. O automóvel é a sua armadura, em um exército que ocupa as ruas. Uma estratégia oculta de invadir um território, com inovação e tecnologia.

Jogam e espalham lixo pelas ruas com seus movimentos velozes, colocando a culpa no menos protegidos, menos educados, e menos aculturados. Esquecem dos seus resíduos deixados e acumulados em Mariana/MG e agora em Jacareí/SP. Outros resíduos não visíveis afetam a camada de ozônio. E o rio que era doce se acabou. Grandes cidades em outros países, já estão abolindo o uso do automóvel. Natal/RN ainda permite o bugre em praias. O risco de ser atropelado tomando sol, deitado na areia.

Acessibilidades para os idosos e deficientes. Passe livre para estudantes, a caminho das escolas em busca de conhecimento. A vida é um movimento constante. Foi caminhando que o homem primitivo adquiriu conhecimento. Usou animais e inventou veículos para fazer viagens, chegando mais longe, adquirindo novos conhecimentos. O homem primitivo caminhou sem rodas, e sem tapa ouvidos. A paisagem e a natureza eram o seu conhecimento, continuando e aprendendo. O automóvel não foi inventado, para construir aglomerações e permanecerem parados, ou em estar em engarrafamentos. Um automóvel, proporciona um movimento, a auto mobilidade, e não justifica ficar parado ou estacionado impedindo outros movimentos, de outros caminhantes ou cadeirantes. As ruas e estradas, desde o princípio, quando eram picadas ou caminhos, eram o espaço de todos. Uma trilha para chegar ou partir.

O sistema público de transportes, é operado por empresas particulares e concessionárias, a partir de uma concorrência ou licitação. A empresas de transportes coletivos cumprem um papel do Estado. Facilitando o deslocamento daqueles que produzem mercadorias, serviços e divisas. O Estado e a Prefeitura, à medida que as cidades crescem devem facilitar os deslocamentos, entre o centro e a periferia. Sem contanto auferir lucros, devem criar alternativas com o planejamento, do aumento da sociedade que necessita de transportes para os seus deslocamentos. O transporte coletivo é um serviço de utilidade pública. Onde percorrem os passageiros pelos itinerários, e também se transporta mercadorias.

E os sistemas de implantação de melhoria de qualidade, não têm servido para nada. Uma ideia importada, para controlar um povo. A gestão da qualidade vem perdendo espaço, para a gestão do lucro. O oligopólio e o monopólio das empresas de transportes coletivos, não permitem uma outra escolha da população. Não há alternativas de escolher outros itinerários e outras empresas. Ainda que exista o transporte pirata. Em contrapartida e na contramão, as prefeituras parecem não trabalhar pelo povo, já que os prefeitos e os vereadores são eleitos pelo povo. Enquanto nas Câmaras e Assembleias formam-se os Lobbys. Homens de terno e gravata, lembram o velho Barata no domínio da Zona Oeste carioca. Os grandes empresários dos transportes coletivos. São autorizados a explorar linhas, sem explorar os passageiros. Praticam por concessão, uma obrigatoriedade do estado.

Enquanto o usuário é notificado e educado a facilitar o troco, os órgãos competentes não facilitam o desgaste e o sacrifício diário do usuário. Prometem mundos e fundos, com festas e alegrias para o futuro, em um momento indeterminado e indefinido, perdido no tempo, sem ao menos, melhorar o presente. Enquanto administradores públicos, prometem um futuro melhor, cortam a cidade em seus carros oficiais e blindados, com ar condicionado e vidro fechado, com película no vidro. A trave nos olhos, para não ver um município mal administrado. Estão sempre ocupados. Trabalham em lugares fechados, construindo regras e normas que facilitem seu dia a dia; debatem e lançam perdigotos, em seus colegas, com cafezinho e agua gelada, servidos em xicaras e taças, com direito a garçom e copeiro. Em seus carros, com motoristas, enxergam a cidade por um vidro embaçado. Uma visão distorcida da realidade. Em seus gabinetes sem janelas, enxergam o município por textos e imagens em telas. Viajam para outras cidades para agendar um carnaval. Convidam os artistas que convidariam para frequentar a sua casa. A arrecadação municipal, garante transporte, estadias e translado, pelas partes belas da cidade. Depois do carnaval acidade retorna a realidade.

E diariamente com os passageiros sentados e calados, em pé e suados, acalorados e apertados; atrasados e apressados, com o dia sofrido e calculado. Estes apreciam diariamente pelas janelas, uma manifestação do lado de fora. A manifestação daqueles que possuem automóveis. Os que se julgam serem donos das calçadas e das ruas. Aqueles que diariamente retiram seus carros de casas ou apartamentos, isolados em condomínios, com garagens e estacionamentos, para ocuparem um espaço na rua. Tiram seus carros de locais protegidos e abrigados do tempo, para expô-los nas ruas. Criam congestionamentos, isolando-se do mundo. Estacionam em fila ao longo do meio fio, da calçada e da pista, impedindo um pedestre, de atravessar uma rua. Agridem, intimidam e ameaçam, as vidas e a integridade, daqueles que com o uso dos pés e das pernas, ou com o uso de uma cadeira de rodas, procuram exercer seu direito de ir e vir.

Em um contrato de trabalho não constam clausulas, que obriguem o empregado, o contratado, aquele agora denominado como colaborador, a chegar no trabalho motorizado. E na CTPS, não consta alguma anotação como adendo as obrigações do empregado, que este deva usar veículo próprio para não chegar atrasado. Cabe a cidade promover um bom deslocamento, arrecadando impostos. Pelas janelas dos coletivos são avistados veículos: de quatro, cinco, ou mais lugares, e circulam pelas ruas, apenas com um elemento sentado, na condição de motorista e passageiro. Veículos que ocupam vários metros quadrados sobres as ruas, calçadas e pistas.

A reivindicação da melhoria do transporte, não é apenas uma atitude do manifestante, contra um aumento. Manifestante o adjetivo para depreciação do reclamante, do estudante e do trabalhador. É uma reivindicação que cabe ato todos. Cada prefeitura tem um compromisso social com seus colaboradores, cidadãos e moradores.

O automóvel é uma grande jogada internacional. Promovem uma venda casada, com veículos, manutenção e combustível, todos controlados por empresas multinacionais. Recebemos sistematicamente novas tecnologias, que já foram usadas e exploradas no exterior. Como não há mais espaço nas ruas os pátios das montadoras estão sempre lotados, criando sempre uma nova promoção para clientes iludidos, na busca do automóvel como símbolo. 

A atual indústria aeronáutica é a prova, para um futuro. Vem montando aviões de outros países, já que ainda não justificam maiores investimentos, com incentivos e isenções de impostos para se instalar em terras brasileiras. Até o dia que possam incutir na cabeça de possuidores de capital, o quanto é bom possuir um jatinho.

Quem compra um veículo, adquire um problema. E não importa o tamanho do automóvel, em relação ao tamanho da vaga. Um problema que não pode ser deixado na porta ou na calçada do outro. Quem usa um carro deve prever a necessidade de um estacionamento, no local de destino. E deve levar em conta o tamanho do seu veículo, buscando um local apropriado. A calçada é do pedestre, e feita para o pedestre, com uso exclusivo do pedestre, estando longe do fluxo de carros. A calçada é o livre espaço para todos, com a prioridade e uma necessidade do pedestre. Junto com os pedestres estão aquele com limitações motoras de deslocamento, com bengalas, muletas ou cadeira de rodas, as estratégias mais conhecidas. E a calçada cabe a responsabilidade do imóvel à frente. Cada imóvel tem uma responsabilidade sobre a calçada, o limite ente o imóvel e a rua. Cabe ao proprietário a manutenção e conservação da calçada, também denominada de passeio público.

A cultura surge e acontece nas ruas. E temos visto nas ruas uma cultura produzida pela tecnologia, com resíduos estocados em Mariana, que seguiram em direção ao mar. Com ar condicionado e rádio ligado; com película no vidro fechado e GPS, isolam-se do mundo, sem se importar com o que acontece do lado de fora. Seu mundo como um ovo, idolatrando a própria microcefalia. Seguem em seus carros dizendo serem vítimas do sistema, com deficiência de transportes e violência.

E a cultura nativa, aquela construída com a história e os costumes formados preservados, em um local, pode ser um instrumento de reduzir a violência. Mas há uma necessidade que o poder público, a começar pela prefeitura, que franquie o uso dos espaços públicos aos que estão dispostos a andarem por ruas e calçadas, promovendo e preservando a cultura, com música, teatro e poesia. O povo e a cultura precisam se encontrar e ocupar as praças e as calçadas.

A defesa do uso da literatura, a começar com o uso e da leitura dos estatutos, da criança, do adolescente, ou do idoso. E o estatuto ou as leis que preservam e priorizam os deficientes. E ainda temos uma outra literatura, as normas e regras de transito supostamente aprendidas, estudadas e decoradas, para fazer uma prova. E depois esquecidas pelos motoristas que possuem um automóvel e uma CNH.



Entre Natal/RN e Parnamirim/RN

Em 09/02/16



Textos disponíveis em:

O carnaval dos abusos pelas ruas e calçadas

PDF 576




Uma manifestação diária, que acontece nas ruas

PDF 575




Uma manifestação diária, que acontece nas ruas

PDF 575








Textos originais

Textos sobre mobilidade urbana


Manifestação silenciosa







A manifestação diária, que acontece nas ruas

PDF 574

Publicado em Substantivo Plural




Em 02/02/16

Roberto Cardoso “Maracajá”

Produtor de conteúdo (Branded Content)










Em 09/02/2016

Entre Natal/RN e Parnamirim/RN



por
Roberto Cardoso (Maracajá)
Branded Content (produtor de conteúdo)
Reiki Master & Karuna Reiki Master
Jornalista Científico
FAPERN/UFRN/CNPq

Plataforma Lattes
Produção Cultural





Outros textos:

Branded contents






http://jornaldehoje.com.br/search/roberto+cardoso




Maracajá





O carnaval dos abusos pelas ruas e calçadas

PDF 576

Uma manifestação diária, que acontece nas ruas

PDF 575